>Guerra Fria nas mídias #1 – Quadrinhos #1

Publicado: março 10, 2011 em análise, filme, Iron Man, Marvel, Quadrinhos

>Esse jovem que vos escreve sempre foi fã de quadrinhos, colecionando desde as “Turma da Mônica” durante a infância a quadrinhos mais voltados para os jovens como os da DC ou da Marvel, mas além dessa paixão existem outras como a História.
Não curso História na faculdade, quem sabe um dia, porém, o conhecimento dos fatos e a curiosidade é algo natural na nossa espécie.
Claro que não vou escrever um artigo científico sobre o tema, mas vou aproveitar e dialogar um pouco sobre os mesmos.

A Guerra Fria foi um período interessante do tempo, onde ficava aquele joguinho de espionagem, pessoal passando informação falsa pra cá, cagüeta levando migué pra lá e ninguém saia do lugar.
Houve a idéia de militarização do espaço quando chegou a corrida espacial.
Uns babacas mandavam animais pro espaço pra morrerem.
Houve a corrida armamentista pra ver quem fazia mais espoletas nucleares. EUA juntando as amigas de chá de um lado, URSS expandindo o comunismo pelo mundo.
Vietnã.
EUA sendo enrabados. URSS levando só a cabecinha.
Mas não é disso que eu vim falar, foi só uma rápida localização.
As HQs foram  instrumentos políticos necessários para a localização do público em meio a tanta desinformação.
Vou citar alguns personagens e seu envolvimento com a guerra.

Homem de Ferro

Tony Stark foi um dos principais representantes do capitalismo nas HQs.
Tudo começou quando ele estava no Vietnã fazendo testes de armamentos para lucrar vendendo ao exército americano, até que foi emboscado e um estilhaço de mina voou na direção de seu peito quase o matando.
Stark foi seqüestrado pelo líder de um grupo vietcongue que queria armamentos feitos para combater a ameaça capitalista.
Stark e o cientista asiático Yen Sen fizeram uma armadura que possibilitaria a fuga dos dois e que manteria Stark vivo.
Esse foi só o começo.
Stark enfrentou inimigos como o Dínamo Escarlate, que era a resposta soviética ao Homem de Ferro e a Viúva Negra que originalmente era uma vilã, espiã da URSS enviada para roubar planos e falir Stark.
O Dínamo Escarlate era um caso interessante, pois ele atacava Stark sob ordens do governo, porém ele acreditava em outras coisas e chegou a ficar amigo do Homem de Ferro depois que suas crises se resolveram pois perceberam que a briga era simplesmente a mesma disputa de meninos de 8 anos vendo quem tem o pinto maior.

O Incrível Hulk

Hulk é um símbolo da corrida armamentista.
Bruce Banner se tornou o Gigante Esmeralda quando o exército dos EUA testava uma bomba gama que obviamente não ficaria guardada como projeto de ciências e sim jogada em cima dos comunistas.
Tudo saiu errado.
Um moleque sem noção do perigo entrou na base militar para cumprir um desafio feito pelos amigos e Banner que rodou e teve que ajudá-lo.
Bruce se tornou a ervilha gigante e começou a causar destruição por onde passava, mas não que fosse sua vontade.
Hulk é uma personalidade do Banner e a mesma planeja ficar em paz, sozinho, onde ninguém poderá perturbá-lo de novo.
Graças à sua fúria e poder o exército o considerava viável como “arma viva”, planejando estudá-lo para criar super-soldados para que vencessem o conflito.
Hulk tá vivão e solto até hoje, não senti eficiência.

Os Novos X-Men

Os roteiristas chutaram o balde na segunda geração de X-Men.
Ao contrário da primeira geração que só contava com heróis bonitos, caucasianos e que facilmente poderiam esconder seus poderes mutantes, aqui Xavier recrutou tudo que poderia, incluindo dois espiões (Banshee e Wolverine), uma negra considerada deusa na África, um poderoso japonês com poderes nucleares (sinto menção a Hiroshima), um poderoso indígena que não acreditava nas palavras do homem branco e por fim um  agricultor soviético, Piotr Rasputin, o Colossus.
Rasputin achava que seus poderes eram únicos, não imaginava que existissem outros mutantes.
Quando Charles Xavier apareceu e lhe pediu ajuda Colossus disse “Mas um poder grande como esse deve ser do Estado” e Xavier disse “Um poder como o seu deve ser do mundo”.
Usar essa frase em meio aos anos 70, guerra nos seus momentos de maior tensão.
Esses tinham balls.

Watchmen

Um dos pontos principais dessa HQ é impedir o holocausto nuclear.
Um mundo onde heróis existem de verdade, porém somente um deles possui poderes, que não são pouca coisa, na verdade até se igualam aos de um deus.
Em Watchmen há toda uma conspiração sobre o relógio do apocalipse apontando o holocausto nuclear enquanto Rorschach investiga o assassinato do Comediante para evitar que outros heróis aposentados morram.
As duas histórias se interligam no final, quando (SPOILER) descobrem que um dos vigilantes forjou um ataque alienigena (que nem eram aliens de verdade) para que os países tivessem que interromper o conflito e se unissem para acabar com a invasão, ficando novamente em paz.
Para que o plano desse certo, milhões morreram, mas nas palavras de Adrian Veidt, o Ozymandias, causador de tudo isso “Matar milhões para salvar Bilhões”.
No filme o final é diferente e de certo modo fica mais próximo do real, pois Veidt planeja um atentado nuclear a diversas capitais do mundo, fingindo que o causador é o Dr. Manhattan, assim o mundo se aliando para caçá-lo por ele ser a verdadeira ameaça.
Uma curiosidade é que Veidt planejava  produzir energia limpa e gratuita, o que afetaria o comércio, iria falir os fornecedores e assim ainda foi acusado de se engajar no comunismo pelos seus sócios.(FIM DO SPOILER)

Esse foi só o primeiro post sobre o tema, em breve mais o/

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